terça-feira, 21 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
domingo, 19 de dezembro de 2010
LENDAS E MITOS DO GAÚCHO
COMEÇAMOS NESTE FINALZITO DO ANO DE 2010, JÁ PROJETAR O ANO DA GRAÇA DE 2011. O 58º CONGRESSO TRADICIONALISTA DO MTG SERÁ REALIZADO DE 07 À 09 DE JANEIRO NA CIDADE DE NOVA PETRÓPOLIS E NESTE CONGRESSO SERÁ ESCOLHIDO O TEMA DA SEMANA FARROUPILHA 2011, QUE JÁ TEM UMA FORTE INDICAÇÃO QUE O TEMA SERÁ: MITOS E LENDAS DO GAÚCHO, POR ISSO ESTAMOS TRAZENDO UM POUCO DA DEFINIÇÃO DE MITOS E LENDAS DO GAÚCHO.
LENDA DO NEGRINHO DO PASTOREIO
LENDAS E MITOS
Lendas são narrativas transmitidas oralmente pelas pessoas com o objetivo de explicar acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. Para isso há uma mistura de fatos reais com imaginários. Misturam a história e a fantasia. As lendas vão sendo contadas ao longo do tempo e modificadas através da imaginação do povo. Ao se tornarem conhecidas, são registradas na linguagem escrita. Do latim legenda (aquilo que deve ser lido), as lendas inicialmente contavam histórias de santos, mas ao longo do tempo o conceito se transformou em histórias que falam sobre a tradição de um povo e que fazem parte de sua cultura.
Características de uma Lenda:
- Se utiliza da fantasia ou ficção, misturando-as com a realidade dos fatos.
- Faz parte da tradição oral, e vem sendo contada através dos tempos.
- Usam fatos reais e históricos para dar suporte às histórias, mas junto com eles envolvem a imaginação para “aumentar um ponto” na realidade.
- Fazem parte da realidade cultural de todos os povos.
- Assim como os mitos, fornecem explicações aos fatos que não são explicáveis pela ciência ou pela lógica. Essas explicações, porém, são mais facilmente aceitas, pois apesar de serem fruto da imaginação não são necessariamente sobrenaturais ou fantásticas.
- Sofrem alterações ao longo do tempo, por serem repassadas oralmente e receberem a impressão e interpretação daqueles que a propagam.
LENDA DE SEPÉ TIARAJU
Mitos por sua vez, são narrativas utilizadas pelos povos antigos para explicar fatos da realidade e fenômenos da natureza que não eram compreendidos por eles. Os mitos se utilizam de muita simbologia, personagens sobrenaturais, deuses e heróis. Todos estes componentes são misturados a fatos reais, características humanas e pessoas que realmente existiram. Um dos objetivos do mito é transmitir conhecimento e explicar fatos que a ciência ainda não havia explicado.
Características de um mito:
- Tem caráter explicativo ou simbólico.
- Relaciona-se com uma data ou com uma religião.
- Procura explicar as origens do mundo e do homem por meio de personagens sobrenaturais como deuses ou semi-deuses.
- Ao contrário da explicação filosófica, que se utiliza da argumentação lógica para explicar a realidade, o mito explica a realidade através de suas histórias sagradas, que não possuem nenhum tipo de embasamento para serem aceitas como verdades.
- Alguns acontecimentos históricos podem se tornar mitos, desde que as pessoas de determinada cultura agreguem uma simbologia que tornem o fato relevante para as suas vidas.
- Todas as culturas possuem seus mitos. Alguns assuntos, como a criação do mundo, são bases para vários mitos diferentes.
- Mito não é o mesmo que fábula, conto de fadas ou lenda.
(Por Ana Paula de Araújo)
LENDA DO QUERO-QUERO
PRECISAMOS POPULARIZAR O TRADICIONALISMO?
PRECISAMOS POPULARIZAR O TRADICIONALISMO?
Precisamos popularizar o tradicionalismo para ter uma maior adesão do povo gaúcho, por um simples motivo, se tratar do seu regional.
PORQUE POPULARIZAR O TRADICIONALISMO?
Na verdade o "Tradicionalismo é o movimento popular que visa auxiliar o Estado na consecução do bem coletivo, através de ações que o povo pratica (mesmo que não se aperceba de tal finalidade) com o fim de reforçar o núcleo de sua cultura: graças ao que a sociedade adquire maior tranqüilidade na vida comum"...
...O Tradicionalismo deve ser um movimento nitidamente POPULAR, não simplesmente intelectual. É verdade que o tradicionalismo continuará sendo compreendido, em sua finalidade última, apenas por uma minoria intelectual. Mas, para vencer, é fundamental que seja sentido e desenvolvido no seio das camadas populares, isto é, nas canchas de carreiras, nos auditórios de radioemissoras, nos festivais e bailes populares...
(Tese: o Sentido e o valor do tradicionalismo gaúcho (Barbosa Lessa), 1º Congresso Tradicionalista, em Santa Maria, 1954)
Portanto a cultura gaúcha, o tradicionalismo foi constituído para ser popular, o que teria desvirtuado o movimento para chegar até ser elitizado nos anos 2000.
Será que foram os festivais, e festas na atual conjuntura do tradicionalismo que exclui a população mais carente pelo custo de indumentárias, transporte, músicos, caixinhas, taxas, obrigações, imposições e normatizações tirando toda a expontanidade do movimento?
Porque perdeu-se a ligação com o povo, com o popular. Por isso temos que colocar a trem novamente nos trilhos. Este é o grande desafio do Minha Querência “A Cultura Gaúcha em Revista”
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
CICLO NATALINO I
NATAL GAÚCHO 1
Estamos vivendo já o clima do Natal, o que, aliás, quer dizer também clima de Ano-Novo. Em termos de folclore, é importantíssimo o chamado "ciclo natalino", que vaide 24 de dezembro (véspera de Natal) até 6 de janeiro (Dia de Reis).
O tradicional e autêntico Natal gaúcho, dentro desse ciclo, tinha presentes (dos pais para os filhos e dos padrinhos para os afilhados, só), terno de reis (não em todo o Rio Grande do Sul, mas em certas regiões bem delimitadas), tinha presépio, pinheirinho de Natal e a presença dos três reis magos que trouxeram os presentes para o menino Jesus. Tinha também no litoral gaúcho a dança da Jardineira e o Pau de Fitas, este último salvo do desaparecimento pelo tradicionalismo.
A professora Lílian Argentina, quando lecionava anonimamente em Tramandaí, já era uma pesquisadora de folclore, embora sem treinamento específico, o que só vai conseguir mais tarde na saudosa Escola Gaúcha de Folclore. Pois a professora Lílian descobriu no litoral gaúcho informantes sobre o Pau de Fitas e a outrora famosa Jardineira (que se dançava no Alegrete no fim do século 19) e reconstituiu as duas com muita felicidade. As duas, não: tratava-se de um único conjunto coreográfico que começava com a Jardineira (às vezes chamada de Dança dos Arcos e também Dança das Flores) e terminava com o Pau de Fitas. E uma curiosidade: "as moças" do grupo de dança eram rapazes travestidos, muito "sérias" e "elegantes", que usavam máscaras femininas para disfarçar barba ou bigode... O Pau de Fitas reconstituído pela professora Lílian era praticamente o mesmo que Paixão Côrtes e Barbosa Lessa recolheram na serra e espalharam pelo tradicionalismo gaúcho, mas tinha duas diferenças: só era dançado no ciclo natalino, e as moças eram alunas da professora Lílian (não mais rapazes, como no folclore autêntico), mas moças que usavam máscaras femininas para fingir que eram rapazes travestidos... Aí ela me convidou para que eu fosse lá para documentar tudo, e eu fui com duas alunas da Escola Gaúcha de Folclore, as professoras Marlene Nahas e Carmen Almeida de Melo Mattos.
Mas o Natal gaúcho mudou muito. Antes os presentes eram deixados pelos pais e pelos padrinhos (presentes simbolicamente trazidos pelos três reis magos) nos sapatinhos dos filhos ou afilhados, colocados no lado de fora da casa no amanhecer do dia 6 de janeiro. Hoje os presentes são entregues por todo mundo na noite de 24 de dezembro, e já está para sempre entronizada via comércio a figura de um Papai Noel que nos chegou dos Estados Unidos, em trenó puxado por quatro renas e com traje feito para enfrentar a neve. Claro está que o Brasil, país tropical que vive o Natal no verão, não tem neve, nem trenó, nem renas... Mas, enfim, a força do comércio é tanta que nos empurrou. Isso tudo goela abaixo.
Mas o tradicionalismo resiste: o Papai Noel não entra em galpão de CTG, graças a Deus.
Vamos, então, dar presentes para os nossos filhos e afilhados em nome dos três reis magos, que são a verdadeira tradição gaúcha. Que os nossos CTGs, a cada ciclo natalino, montem nos seus galpões presépios e a árvore de Natal de tradição alemã, perfeitamente autêntica. Vamos receber os três reis magos e, nas regiões onde o ternode reis ainda é cultuado, recebê-lo com todas as honras de estilo, cantando do lado de fora até o "dono da casa" abrir a porta e acender a luz. E vamos também revalorizar os "Cantori dela Stella", os ternos de atiradores e outros que existem ainda nas regiões coloniais gaúchas.
O tradicional e autêntico Natal gaúcho, dentro desse ciclo, tinha presentes (dos pais para os filhos e dos padrinhos para os afilhados, só), terno de reis (não em todo o Rio Grande do Sul, mas em certas regiões bem delimitadas), tinha presépio, pinheirinho de Natal e a presença dos três reis magos que trouxeram os presentes para o menino Jesus. Tinha também no litoral gaúcho a dança da Jardineira e o Pau de Fitas, este último salvo do desaparecimento pelo tradicionalismo.
A professora Lílian Argentina, quando lecionava anonimamente em Tramandaí, já era uma pesquisadora de folclore, embora sem treinamento específico, o que só vai conseguir mais tarde na saudosa Escola Gaúcha de Folclore. Pois a professora Lílian descobriu no litoral gaúcho informantes sobre o Pau de Fitas e a outrora famosa Jardineira (que se dançava no Alegrete no fim do século 19) e reconstituiu as duas com muita felicidade. As duas, não: tratava-se de um único conjunto coreográfico que começava com a Jardineira (às vezes chamada de Dança dos Arcos e também Dança das Flores) e terminava com o Pau de Fitas. E uma curiosidade: "as moças" do grupo de dança eram rapazes travestidos, muito "sérias" e "elegantes", que usavam máscaras femininas para disfarçar barba ou bigode... O Pau de Fitas reconstituído pela professora Lílian era praticamente o mesmo que Paixão Côrtes e Barbosa Lessa recolheram na serra e espalharam pelo tradicionalismo gaúcho, mas tinha duas diferenças: só era dançado no ciclo natalino, e as moças eram alunas da professora Lílian (não mais rapazes, como no folclore autêntico), mas moças que usavam máscaras femininas para fingir que eram rapazes travestidos... Aí ela me convidou para que eu fosse lá para documentar tudo, e eu fui com duas alunas da Escola Gaúcha de Folclore, as professoras Marlene Nahas e Carmen Almeida de Melo Mattos.
Mas o Natal gaúcho mudou muito. Antes os presentes eram deixados pelos pais e pelos padrinhos (presentes simbolicamente trazidos pelos três reis magos) nos sapatinhos dos filhos ou afilhados, colocados no lado de fora da casa no amanhecer do dia 6 de janeiro. Hoje os presentes são entregues por todo mundo na noite de 24 de dezembro, e já está para sempre entronizada via comércio a figura de um Papai Noel que nos chegou dos Estados Unidos, em trenó puxado por quatro renas e com traje feito para enfrentar a neve. Claro está que o Brasil, país tropical que vive o Natal no verão, não tem neve, nem trenó, nem renas... Mas, enfim, a força do comércio é tanta que nos empurrou. Isso tudo goela abaixo.
Mas o tradicionalismo resiste: o Papai Noel não entra em galpão de CTG, graças a Deus.
Vamos, então, dar presentes para os nossos filhos e afilhados em nome dos três reis magos, que são a verdadeira tradição gaúcha. Que os nossos CTGs, a cada ciclo natalino, montem nos seus galpões presépios e a árvore de Natal de tradição alemã, perfeitamente autêntica. Vamos receber os três reis magos e, nas regiões onde o ternode reis ainda é cultuado, recebê-lo com todas as honras de estilo, cantando do lado de fora até o "dono da casa" abrir a porta e acender a luz. E vamos também revalorizar os "Cantori dela Stella", os ternos de atiradores e outros que existem ainda nas regiões coloniais gaúchas.
É o que eu desejo para todos - feliz Natal e próspero Ano-Novo!
sábado, 11 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
XII RODEIO CRIOULO NACIONAL DE ANTONIO PRADO - 2010
O Minha Querência, seguindo seus ideais de acompanhar a cultura canoense, está novamente na estrada, desta vez na cidade de Antonio Prado, pois a Cidade de Canoas vai se fazer presente com duas das mais tradicionais entidades tradicionalistas de nossa cidade, o CTG Brazão do Rio Grande e o Rancho Crioulo CCT.
Por isso contamos com o apoio dos empresários canoenses, possibilitando a nossa ida a Antonio Prado, em contrapartida a vinculação da empresa em nossos espaços em formas de anúncios.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
APOIADORES DO MINHA QUERÊNCIA DA ARTE, MÚSICA E POESIA CRIOULA 5º APARTE
GRAÇAS AO APOIO DOS VEREADORES IVO FIOROTTI, CARLOS LANES E EMÍLIO NETO FOI POSSÍVEL VIABILIZAR O MINHA QUERÊNCIA DA ARTE MÚSICA E POESIA CRIOULA, 5º APARTE, GRACIAS PARCEIROS.
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