domingo, 15 de abril de 2012

CANOAS S.C - DA TERRA



Como em toda as cidades tradicionais  do Rio Grande do Sul, com uma cultura regional muito acentuada, Pelotas, Santa Maria, Caxias do Sul, Rio Grande, Novo Hamburgo, Ijui, Santa Cruz, Porto Alegre, Lageado e outras. Nós canoenses também temos esta paixão com o futebol, está na hora de adotarmos, abraçarmos o Tricolor Canoense, o Leão Jubão.
Então canoenses, tanto gremistas como os colorados se unam ao tricolor canoense.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

VENCEDORES DO 41º FESTIVAL DA BARRANCA


 

Festival da Barranca,que é realizado em São Borja, chegou à 41ª edição neste final de semana e revelou suas vencedoras. Este festival fechado, idealizado pelo Grupo Os Angueras, tem a característica de ser temático e ainda com um prazo de 24 horas para a produção das composições. O diretor do evento, Marco Antônio Loguércio, informou ao blog ABC do Gaúcho, que 250 convidados participaram do evento, sempre marcado para a Semana Santa. O tema foi Próxima estação.

1º lugar - Na estação ali na frente
Tadeu Martins, Miguel Tejera e Pirisca Grecco

2º lugar - Expresso 41

Juca Moraes e Samuel Costa

3º lugar - Marco de tempo novo

Edegar Paiva, Flori Wegner, Glênio Vieira, 
Jauro Gehlen e Toco Soledade

Melhor letra - Ontem e hoje

Antônio Augusto Fagundes

Troféu Cigarra de Acampamento 
Carlos Cachoeira 


 MÚSICA MARCO DE TEMPO NOVO, 3º LUGAR NA BARRANCA 2012

domingo, 8 de abril de 2012

PÁSCOA GAÚCHA - 2012



SEIVA VERDE

Seiva verde, mate é vida
Assim diz o poeta
Um sábio, profeta!
A cada mate cevado
Por Tupã abeçoado.
E a alma pampa renasce
No amargo que é prece
Pelo gaúcho consagrado.

Isto não é páscoa?
Na consagração da vida
A natureza se faz sentida.
Da cacimba a essência,
Na cuia a experiência,
A seiva da erveira,
E a Tacuapi missioneira,
São troncos da querência.

Roda que roda e não anda
E a cuia de mão em mão,
Nesta campeira comunhão
Não tem quantidade
É esta a fertilidade
Na irmandade do rincão.
Onde se eterniza a tradição
Na igualdade e na fraternidade
Isto é páscoa meu irmão.

 (José Luis Biulchi de Souza)
 

41º FESTIVAL DA BARRANCA - SÃO BORJA 2012





Sem duvida nenhuma, o Festival da Barranca, realizado na cidade de  São Borja desde 1970, já lá se vão 41 edições pelo Grupo Amador de Artes “Os Angüeras”. É o festival mais autentico do Rio Grande, seja por suas normas pois mulheres não entram, seja pelo inusitado da data na sexta feira santa e no sábado de aleluia, e no seu formato, o tema é sorteado na sexta e em vinte quatro horas depois tem que ser apresentado. Um festival sui gênesis, há muito tempo deixou de ser um festival competitivo para ser uma celebração de arte e cultura para os barranqueiros que já estão na sua terceira geração, e graças ao Rio Uruguai a Barranca está palanqueada na cultura gaúcha. Quem quiser obter mais informações sobre o festival acesse o blog www.angueras.com.br. Gracia!!!


O FESTIVAL DA BARRANCA
Nada acontece por acaso, segundo a teoria dos racionalistas (estes caras que são alimentados a ração balanceada). Talvez tenham lá suas razões, os cujos. Menos no que se refere ao festival da Barranca. Este nasceu por acaso como os nenês de novembro, frutos da semeadura suada do Carnaval.
Pois sucede que o pessoal de Os Angüeras e mais alguns de achego, desde pelo menos 1965, realizavam duas grandes pescarias no ano: uma na Semana Santa, outra em setembro. A primeira para o tradicional jejum de carne (mulheres não nos acompanhavam e até hoje não). A outra na Semana da Pátria, para escapar (desculpa ...) dos chatíssimos desfiles que são a tônica da efeméride cívica.
Para uma e outra pescaria vinham de Porto Alegre o Antonio Augusto Fagundes (Nico) e o Carlinhos Castilhos (Passaronga), com o Juarez Bittencourt (Xuxu) algumas vezes e, quando em quando, com outras caras mais ou menos simpáticas.
E aí aconteceu. Por acaso, repito, contrariando os racionalistas. A gente estava no “Pesqueiro da Bomba”, no Rio Uruguai, na Semana Santa de 1972. Havia tomado umas que outras, alguém falou na Califórnia da Canção acontecida em primeira edição no dezembro anterior, em Uruguaiana, quando uma voz (acho que do Passaronga, outros acham que outro, há quem jure que de um espírito) sugeriu: - E se a gente fizesse o nosso festival? Aqui mesmo, no improviso, na barranca do rio?
... Então, naquela Semana Santa, noite de quinta-feira, ficou assentado em cepo de três pernas que se faria o festival. O Tio Manduca (disso sim, me lembro) propôs que as composições tivessem por base, tema único, nomeou-se o presidente da “Comissão” e lascou o tema: “Acampamento de Pescaria”. E aditou, enquanto me filava o trigésimo oitavo cigarro daquele dia: - Sábado de noite os artistas se apresentam. Vocês têm o dia todo de amanhã para trabalhar o tema. Tá resolvido ...


 ... Houve três concorrentes neste primeiro Festival da Barranca, que, naquela época e porque estava em seu início, não merecia as maiúsculas que lhe dou. Carlinhos Castilhos, só e mal acompanhado;
Nico Fagundes com “Fuça” no violão e, em dupla Zé Bicca e esta voz que vos fala.
Apresentadas as composições, por ordem de sorteio, cantou o Carlinhos (palmas, palmas e palmas), cantou o Bicca (idem, idem e idem) e finalmente o Nico (ibidem, ibidem e ibidem). A platéia, meio sobre a empolgação, assentava-se em semicírculo. Todos (eu disse todos) votaram. Menos os concorrentes, claro. Ganhou o Nico, com “Eu e o Rio” – hoje gravada, como tantas composições que nasceram na Barranca para ganhar alguns dos mais importantes festivais nativistas do Estado.
O detalhe, nisso tudo, é que a composição vencedora (linda, a melhor da noite), nada tinha a ver com o tema proposto. Cantava a relação espiritual de um amante descornado com as águas do Rio Uruguai. Mas o fato é que ganhou. O que prova, desde a idade da pedra dos festivais nativistas, que júri deste tipo de evento não é flor de cheirar com pouca venta.
A confraternização foi geral, o vencedor queria por que queria o prêmio (mas que prêmio caracos?). O Milton Souza ganiçava de raiva por que lhe haviam estragado a gravação (para a rádio São Miguel, ouviram?) por intervenção de calão não recomendável, eu achei que estava uma beleza, nada como o autêntico e o espontâneo para valorizar uma reportagem ... Aí o Milton me olhou de esquadro e eu saí pelo arrabalde. Pensando que Deus me desse saúde, engenho e arte, um dia eu ia escrever esse episódio.
O que faço, vinte anos mais velho, mas feliz. Porque o Festival da Barranca, nesse tempo, depois de catorze edições, faz por merecer as maiúsculas que agora lhe confiro.
 Apparício Silva Rillo - 1985

IMAGENS ARQUIVO DIEGO MULLER
A MÚSICA QUE GANHOU A 40° EDIÇÃO DA BARRANCA 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

SEXTA FEIRA ROXA DA PAIXÃO - A FÉ DO ÍNDIO MISSIONEIRO


EU, SANTO DE MADEIRA, PECADOR.

Dispo-me da camisa,
Da calça,
Do calçado,
Do chapéu sobre o cabelo,
Do cabelo, da sobrancelha,
Do bigode triste,
Das rugas e vincos sobre a boca amarga,
Dos duros pecados da alma,
Dos pecados frutificantes do corpo
 
Encarno-me na imagem castigada
Tomo seu corpo de século e madeira.
Diluo-me em lenho e cerne.
Enrijeço-me em braços de doação e mãos de oferta.
Planto-me em duras pernas sugeridas
Enfibram-se férreos meus músculos dúcteis,
Meus dedos de baile e flor,
Meus viajeiros pés.
Meus olhos enquietos aquietam-se em seus olhos
Parados de verde-tempo pintalgo a ouro.
Meu coração se faz semente na jaula de corpo morto
- vegetal desseivado pelo corte.
Renasço-me em vertical ascensão de fuste ao vento,
Alto de vigoroso tronco,
Garços galhos ágeis,
Úmida folhagem de pássaros,
Canora pluma de ninhos
Bandeira de temporais,
Assomo e sombra.

- Cedro secular no campo escampo.
O machado me abate – tombo e traço.
A lâmina me corta – forma e fôrma.
A mão do artista me acarinha em cortes,
Adegalça-me o torso.
De repente a curva na testa, o nariz, olhos e boca.
O duro queixo de sacrificado.
O gesto de perdão na corola da mão.
Vestem-me a rosa, o carmim, o ouro, o azul.
A água santa me banha, o incenso me seca.
Uma coroa,
Uma cruz,
Um nome qual.
Da oficina ao andor, do andor ao altar,
Dobra-se por mim o joelho do índio.
Por mim
Madeira humanizada em corte e cor.
Como filho de Deus na escarpa mais alta do monte
Vejo a nascente Redução à sombra de meus pés

A reta geometria do povoado
E pedra a pedra o tempo áspero plantado.
Negra a roupeta do padre.
O torso do guarani, músculo e cobre
Vestidos de suor.

Vigilância no azul
O mangrulho espantando a distância

No dobre do sino o galope dos potros mal domados,
Disparando,
O vento mordendo a cara,
Enflechando o cabelo,
Rindo no lábio do índio,
Cantando flautas nas lanças de taquara.
O berro do touro secou no couro ao sol.
Desenha sóis no circulo do laço,
Girândola no zum das boleadoras.
O loiro pendão do milho,
A mão na mão do pilão
Batendo,
Tambor tão bom,
Socando, tocando.
E do grão a farinha
E da farinha ao pão.

Caminham capuchos de algodão nas vestes claras.
Ajoelham-se em saias genuflexas,
Na sombra insensata e úmida do templo.
Rótulas na dura pedra; “Sursum Corda”...

Dói-me nos olhos as lagrimas do índio
Que me louva em latim e uiva como um cão
- Na Sexta-Feira Roxa da paixão.
Dói-me seu pecado contra o sexto mandamento,
Menos luxúria que o bom instinto são
- Na Sexta-Feira Roxa da Paixão.

Dói-me sua carne flagelada a japecanga
-Na Sexta-Feira Roxa da Paixão.

Dói-me a rubra chama do archote em sua mão
- Na Sexta-Feira Roxa da Paixão.

Dói-me velo dobrado a meus pés, irracional irmão
-Na Sexta-Feira Roxa da Paixão.

E morro no altar-mor a seu coro de angústias,
Quando os versos do “Cristo Nhandejara”,
Cantam do chão para o céu
E do céu para o chão...
“Conte, êbate, ynenbohi acuera.
Ah. Cristo Nhandejara!”

Sem que eu lhe mereça esta entrega de amor,
Eu,
Santo de madeira,
Pecador.

APPARÍCIO SILVA RILLO




sábado, 31 de março de 2012

QUEM FOMOS? QUEM SOMOS? O QUE SEREMOS?

POVO QUE É POVO
Enquanto galopa para o futuro, enquanto troteia para épocas vindouras, não olvida do passado, não esquece as pegadas dos tempos de antiamente.

POVO QUE É POVO
Não vara a existência sem mirar seus próprios feitos e defeitos, sem cravar as vistas em seus momentos e trormentos.

POVO QUE É POVO
Ao reparar o dia de amanhã, ao planejar o rumo a ser tomado, não só se orgulha do dia de ontem... também se envaidece do caminho trilhado.
 E os viventes que tiveram o orgulho de nascer nestes pagos meridionais, formam um povo que "a la pucha"! É povo. Sim esta gente vinda ao mundo do extremo sul do Brasil forma o povo gaúcho.

Com o texto do Deputado Estadual Osmar Severo, o Minha Querência inicia uma série de reportagens: Quem fomos?Quem somos? O que seremos?
No sentido terrumo de povo e de sentimento latino-americano, nos dimensionando, nos inserindo neste contexto crioulo e nos projetando para o futuro. Serão recolutadas entrevistas de uma série  formadores de opiniões, escritores, poetas, cantores, pessoas estas que estão enseridas neste universo, neste mioma pampa.

sexta-feira, 23 de março de 2012

CHICO ANYSIO

CHICO ANYSIO
*12/04/1931      + 23/03/2012


A VIDA É UMA PEÇA DE TEATRO 
QUE NÃO NOS PERMITE ENSAIOS.
POR ISSO, CANTE, CHORE, DANCE, RIA 
E VIVA INTENSAMENTE,
ANTES QUE A CORTINA SE FECHE  
E A PEÇA TERMINE SEM APLAUSOS.


quarta-feira, 21 de março de 2012

11º RODEIO DE PORTO ALEGRE




Programação

Quinta-feira 22/03/2012
15:00    Taça Polar (2 armadas);
16:00    Laço Veterano (2 armadas);
18:00    Raspadinha duplas (poderá terminar Sexta);
Sexta-feira 23/03/2012
08:00    Final do Laço Raspadinha (se precisar);
08:30    Continuação Taça Polar;
09:30    Laço pia 2 armadas até 12 anos;
10:00    Laço Guri 2 armadas de 12 a 15 anos;
10:30    Laço Pai e Filho (Doc. Ident. na inscrição);
12:00    Parada para almoço e descanso do gado;
13:00    Início Taça Cidade 2 armadas;
18:00    Raspadinha (se houver tempo, poderá terminar sábado);
21:00    Remate de Potros & Potras;
Sabado 24/03/2012
07:30    Final da Raspadinha (se precisar);
08:30    Início do Laço Nacional de Duplas (FARSUL)
1º e 2º voltas;
Poderá ser antecipado a 3ª volta;
12:00    Parada para almoço e descanso do gado;
17:00    Raspadinha (se houver tempo);
18:00    Abertura Oficial do Evento;
20:30    Classificatória de Gineteada Nacional;
Domingo 25/03/2012
07:30    Esquenta Braço “Quarteto só 30 insc”. (se tivermos tempo);
08:30    Laço Prenda até 12 anos/ laço prenda idade Livre;
09:00    Início Laço Vaca Parada Piá até 7 anos e 7 a 10 anos;
09:00    Provas de Rédeas  Pia/Guri/Prendas/Peão divididos em modalidades;
11:00    Laço Patrão CTG c/ Carteira na inscrição;
12:00    Parada Para Almoço e Descanso do Gado;
13:30  Início da 3º volta laço Nacional Duplas (FARSUL); Inicio da final mata/mata do Laço Nacional de Duplas (FARSUL) – Força Baixa 3 e 4  armadas – Força Intermediária  5  armadas – Força Alta 6 armadas;
19:00    Final da Gineteada Nacional;