sábado, 21 de abril de 2012
sexta-feira, 20 de abril de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
ESTÂNCIA DA POESIA CRIOULA
A Estância da Poesia Crioula, Academia Xucra do Rio Grande,
tem a honra de anunciar os vencedores dos seguintes eventos:
1º
CONCURSO DE
POESIA GAUCHESCA
JAYME
CAETANO BRAUN
1º lugar
Um canto a dois rincões
Autor: Carlos Athaydes de Lima Alves
Porto
Alegre
2º lugar
Rio Grande de espora e mango
Autor: Evilácio Barbosa Saldanha
Porto
Alegre
3º lugar
Madrinha do Progresso
Autor: Luiz Onério Pereira
Cruz Alta
4º lugar
Chasque para
Marcel II
Autor: Sebastião Teixeira Corrêa
Caxias do Sul
5º lugar
Cavalgando no tempo
Autor: Agenor
de Mello Coelho
São Lourenço do Sul
1º
CONCURSO DE
CAUSO GAUCHESCO
APPARICIO
SILVA RILLO
1º lugar
O susto do Manduca
Autor: Luiz Onério Pereira
Cruz Alta
2º lugar
O homem não sabia o que era assombro
Autor: Sued Macedo
Porto Alegre
3º lugar
A veia gineta
Autor: Severino Rudes dos Santos Moreira
Candiota
4º lugar
O topetudo
Autor: Alcione Sortica
5º lugar
Lembrança da
Prenda Minha
Autora: Eloísa Rodrigues Porazza
Comissão
Avaliadora:
Danci Ramos, Léo Ribeiro de Souza e
Cristiano Ferreira.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
CANOAS S.C - DA TERRA
Como em toda as cidades tradicionais do Rio Grande do Sul, com uma cultura regional muito acentuada, Pelotas, Santa Maria, Caxias do Sul, Rio Grande, Novo Hamburgo, Ijui, Santa Cruz, Porto Alegre, Lageado e outras. Nós canoenses também temos esta paixão com o futebol, está na hora de adotarmos, abraçarmos o Tricolor Canoense, o Leão Jubão.
Então canoenses, tanto gremistas como os colorados se unam ao tricolor canoense.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
VENCEDORES DO 41º FESTIVAL DA BARRANCA
Festival da Barranca,que é realizado em São Borja, chegou à 41ª edição neste final de semana e revelou suas vencedoras. Este festival fechado, idealizado pelo Grupo Os Angueras, tem a característica de ser temático e ainda com um prazo de 24 horas para a produção das composições. O diretor do evento, Marco Antônio Loguércio, informou ao blog ABC do Gaúcho, que 250 convidados participaram do evento, sempre marcado para a Semana Santa. O tema foi Próxima estação.
1º lugar - Na estação ali na frente
Tadeu Martins, Miguel Tejera e Pirisca Grecco
2º lugar - Expresso 41
Juca Moraes e Samuel Costa
3º lugar - Marco de tempo novo
Edegar Paiva, Flori Wegner, Glênio Vieira,
Tadeu Martins, Miguel Tejera e Pirisca Grecco
2º lugar - Expresso 41
Juca Moraes e Samuel Costa
3º lugar - Marco de tempo novo
Edegar Paiva, Flori Wegner, Glênio Vieira,
Jauro Gehlen e Toco Soledade
Melhor letra - Ontem e hoje
Antônio Augusto Fagundes
Troféu Cigarra de Acampamento
Melhor letra - Ontem e hoje
Antônio Augusto Fagundes
Troféu Cigarra de Acampamento
Carlos Cachoeira
MÚSICA MARCO DE TEMPO NOVO, 3º LUGAR NA BARRANCA 2012
MÚSICA MARCO DE TEMPO NOVO, 3º LUGAR NA BARRANCA 2012
domingo, 8 de abril de 2012
PÁSCOA GAÚCHA - 2012
SEIVA VERDE
Seiva verde, mate é vida
Assim diz o poeta
Um sábio, profeta!
A cada mate cevado
Por Tupã abeçoado.
E a alma pampa renasce
No amargo que é prece
Pelo gaúcho consagrado.
Isto não é páscoa?
Na consagração da vida
A natureza se faz sentida.
Da cacimba a essência,
Na cuia a experiência,
A seiva da erveira,
E a Tacuapi missioneira,
São troncos da querência.
Roda que roda e não anda
E a cuia de mão em mão,
Nesta campeira comunhão
Não tem quantidade
É esta a fertilidade
Na irmandade do rincão.
Onde se eterniza a tradição
Na igualdade e na fraternidade
Isto é páscoa meu irmão.
(José Luis Biulchi de Souza)
41º FESTIVAL DA BARRANCA - SÃO BORJA 2012
Sem duvida nenhuma, o Festival da Barranca, realizado na cidade de São Borja desde 1970, já lá se vão 41 edições
pelo Grupo Amador de Artes “Os Angüeras”. É o festival mais autentico do Rio
Grande, seja por suas normas pois mulheres não entram, seja pelo inusitado da
data na sexta feira santa e no sábado de aleluia, e no seu formato, o tema é
sorteado na sexta e em vinte quatro horas depois tem que ser apresentado. Um
festival sui gênesis, há muito tempo deixou de ser um festival competitivo para
ser uma celebração de arte e cultura para os barranqueiros que já estão na sua terceira geração, e
graças ao Rio Uruguai a Barranca está palanqueada na cultura gaúcha. Quem quiser obter mais informações sobre o festival acesse o blog www.angueras.com.br. Gracia!!!
O FESTIVAL
DA BARRANCA
Nada acontece por acaso, segundo a teoria dos
racionalistas (estes caras que são alimentados a ração balanceada). Talvez
tenham lá suas razões, os cujos. Menos no que se refere ao festival da
Barranca. Este nasceu por acaso como os nenês de novembro, frutos da semeadura
suada do Carnaval.
Pois sucede que o pessoal de Os Angüeras e
mais alguns de achego, desde pelo menos 1965, realizavam duas grandes pescarias
no ano: uma na Semana Santa, outra em setembro. A primeira para o tradicional jejum de
carne (mulheres não nos acompanhavam e até hoje não). A outra na Semana da
Pátria, para escapar (desculpa ...) dos chatíssimos desfiles que são a tônica
da efeméride cívica.
Para uma e outra pescaria vinham de Porto
Alegre o Antonio Augusto Fagundes (Nico) e o Carlinhos Castilhos (Passaronga),
com o Juarez Bittencourt (Xuxu) algumas vezes e, quando em quando, com outras
caras mais ou menos simpáticas.
E aí aconteceu. Por acaso, repito,
contrariando os racionalistas. A gente estava no “Pesqueiro da Bomba”, no Rio
Uruguai, na Semana Santa de 1972. Havia tomado umas que outras, alguém falou na
Califórnia da Canção acontecida em primeira edição no dezembro anterior, em
Uruguaiana, quando uma voz (acho que do Passaronga, outros acham que outro, há quem
jure que de um espírito) sugeriu: - E se a gente fizesse o nosso festival? Aqui
mesmo, no improviso, na barranca do rio?
... Então, naquela Semana Santa, noite de
quinta-feira, ficou assentado em cepo de três pernas que se faria o festival. O
Tio Manduca (disso sim, me lembro) propôs que as composições tivessem por base,
tema único, nomeou-se o presidente da “Comissão” e lascou o tema: “Acampamento
de Pescaria”. E aditou, enquanto me filava o trigésimo oitavo cigarro daquele
dia: - Sábado de noite os artistas se apresentam. Vocês têm o dia todo de
amanhã para trabalhar o tema. Tá resolvido ...
... Houve três concorrentes neste primeiro
Festival da Barranca, que, naquela época e porque estava em seu início, não
merecia as maiúsculas que lhe dou. Carlinhos Castilhos, só e mal acompanhado;
Nico Fagundes com
“Fuça” no violão e, em
dupla Zé Bicca e esta voz que vos fala.
Apresentadas as composições, por ordem de
sorteio, cantou o Carlinhos (palmas, palmas e palmas), cantou o Bicca (idem,
idem e idem) e finalmente o Nico (ibidem, ibidem e ibidem). A platéia, meio
sobre a empolgação, assentava-se em semicírculo. Todos
(eu disse todos) votaram. Menos os concorrentes, claro. Ganhou o Nico, com “Eu
e o Rio” – hoje gravada, como tantas composições que nasceram na Barranca para
ganhar alguns dos mais importantes festivais nativistas do Estado.
O detalhe, nisso tudo, é que a composição
vencedora (linda, a melhor da noite), nada tinha a ver com o tema proposto.
Cantava a relação espiritual de um amante descornado com as águas do Rio
Uruguai. Mas o fato é que ganhou. O que prova, desde a idade da pedra dos
festivais nativistas, que júri deste tipo de evento não é flor de cheirar com
pouca venta.
A confraternização foi geral, o vencedor
queria por que queria o prêmio (mas que prêmio caracos?). O Milton Souza
ganiçava de raiva por que lhe haviam estragado a gravação (para a rádio São
Miguel, ouviram?) por intervenção de calão não recomendável, eu achei que
estava uma beleza, nada como o autêntico e o espontâneo para valorizar uma
reportagem ... Aí o Milton me olhou de esquadro e eu saí pelo arrabalde.
Pensando que Deus me desse saúde, engenho e arte, um dia eu ia escrever esse
episódio.
O que faço, vinte anos mais velho, mas feliz.
Porque o Festival da Barranca, nesse tempo, depois de catorze edições, faz por
merecer as maiúsculas que agora lhe confiro.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
SEXTA FEIRA ROXA DA PAIXÃO - A FÉ DO ÍNDIO MISSIONEIRO
EU, SANTO DE MADEIRA, PECADOR.
Dispo-me da camisa,
Da calça,
Do calçado,
Do chapéu sobre o cabelo,
Do cabelo, da sobrancelha,
Do bigode triste,
Das rugas e vincos sobre a boca amarga,
Dos duros pecados da alma,
Dos pecados frutificantes do corpo
Encarno-me na imagem castigada
Tomo seu corpo de século e madeira.
Diluo-me em lenho e cerne.
Enrijeço-me em braços de doação e mãos de
oferta.
Planto-me em duras pernas sugeridas
Enfibram-se férreos meus músculos dúcteis,
Meus dedos de baile e flor,
Meus viajeiros pés.
Meus olhos enquietos aquietam-se em seus
olhos
Parados de verde-tempo pintalgo a ouro.
Meu coração se faz semente na jaula de corpo
morto
- vegetal desseivado pelo corte.
Renasço-me em vertical ascensão de fuste ao
vento,
Alto de vigoroso tronco,
Garços galhos ágeis,
Úmida folhagem de pássaros,
Canora pluma de ninhos
Bandeira de temporais,
Assomo e sombra.
- Cedro secular no campo escampo.
O machado me abate – tombo e traço.
A lâmina me corta – forma e fôrma.
A mão do artista me acarinha em cortes,
Adegalça-me o torso.
De repente a curva na testa, o nariz, olhos
e boca.
O duro queixo de sacrificado.
O gesto de perdão na corola da mão.
Vestem-me a rosa, o carmim, o ouro, o azul.
A água santa me banha, o incenso me seca.
Uma coroa,
Uma cruz,
Um nome qual.
Da oficina ao andor, do andor ao altar,
Dobra-se por mim o joelho do índio.
Por mim
Madeira humanizada em corte e cor.
Como filho de Deus na escarpa mais alta do
monte
Vejo a nascente Redução à sombra de meus pés
A reta geometria do povoado
E pedra a pedra o tempo áspero plantado.
Negra a roupeta do padre.
O torso do guarani, músculo e cobre
Vestidos de suor.
Vigilância no azul
O mangrulho espantando a distância
No dobre do sino o galope dos potros mal
domados,
Disparando,
O vento mordendo a cara,
Enflechando o cabelo,
Rindo no lábio do índio,
Cantando flautas nas lanças de taquara.
O berro do touro secou no couro ao sol.
Desenha sóis no circulo do laço,
Girândola no zum das boleadoras.
O loiro pendão do milho,
A mão na mão do pilão
Batendo,
Tambor tão bom,
Socando, tocando.
E do grão a farinha
E da farinha ao pão.
Caminham capuchos de algodão nas vestes
claras.
Ajoelham-se em saias genuflexas,
Na sombra insensata e úmida do templo.
Rótulas na dura pedra; “Sursum Corda”...
Dói-me nos olhos as lagrimas do índio
Que me louva em latim e uiva como um cão
- Na Sexta-Feira Roxa da paixão.
Dói-me seu pecado contra o sexto mandamento,
Menos luxúria que o bom instinto são
- Na Sexta-Feira Roxa da Paixão.
Dói-me sua carne flagelada a japecanga
-Na Sexta-Feira Roxa da Paixão.
Dói-me a rubra chama do archote em sua mão
- Na Sexta-Feira Roxa da Paixão.
Dói-me velo dobrado a meus pés, irracional
irmão
-Na Sexta-Feira Roxa da Paixão.
E morro no altar-mor a seu coro de
angústias,
Quando os versos do “Cristo Nhandejara”,
Cantam do chão para o céu
E do céu para o chão...
“Conte, êbate, ynenbohi acuera.
Ah. Cristo Nhandejara!”
Sem que eu lhe mereça esta entrega de amor,
Eu,
Santo de madeira,
Pecador.
APPARÍCIO SILVA RILLO
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