domingo, 28 de abril de 2013
EU SOU BAGUAL - JOCA MARTINS
ARTE OU TRADIÇÃO?
Até
onde, em nome da tradição podemos criticar um trabalho profissional de um dos
maiores nomes da cultura gaúcha?
Usamos
o exemplo de Joca Martins (que seu trabalho não é ligado oficialmente ao MTG),
que num clipe, editado pela RBS TV, na cidade de Santana do Livramento onde uma
música, que á tempos fora lançada dentro
da página nativista do Rio Grande do Sul e já há muito tacada pelas rádios, se
torna alvo de polêmica por tradicionalistas vinculados ao MTG, reclamando de
termos usados na música.
Lembramos
para quem viu e para quem não conhece que veja agora. Que desde o cenário, todo
gravado em Santana do Livramento, os instrumentos, o ritmo, uma mistura de
milonga com cumbia (estilão de fronteira), os termos e gestos e também os
personagens e lugares pitorescos descritos pelo poema da música são relacionados
ao meio, ao lugar. Ou seja, um trabalho totalmente regional com um típico universo fronteirista, se torna um alvo de críticas e polêmicas.
Temos
tantas outras músicas dentro do Rio Grande com duplos sentidos e até mesmo
bagaceiras mais ofensivas, colocando o gaúcho como centro de anedotas e elas são
tocadas nos bailes das entidades.
Por
isso peço que revejam seus conceitos, pois cercear o trabalho de um artista de
expressão como Joca Martins é no mínimo é uma atitude não muito inteligente.
sábado, 27 de abril de 2013
CD CORAÇÃO DE MINHA GENTE EM CD - DIEGO MÜLLER E ÉLON PÉRICLES
O CORAÇÃO DE MINHA GENTE EM
CD!!!
O CD Coração da Minha Gente, do poeta e músico canoense Diego Muller e do interprete
premiadíssimo dos festivais nativistas Érlon Péricles, está em fase de
finalização, a previsão para o fim de maio e início de junho o trabalho estará na praça, como diz Diego Müller "Coração da minha gente", com temas
de sotaque nascido da terra vermelha, brotado dos galpões de chão batido e
batizados nas águas dos nossos rios guaranis, beirando selvas antigas e ainda
vivas... tudo com a simplicidade do nosso interior e com a gana que os nossos
anteriores possuíam!
(Crédito para as fotos, locadas nas Barrancas do Rio Uruguai durante o Festival da Barranca-2013, do grande Emílio Pedroso e assessoria de Roger Lerina - diretamente da Zero Hora para o mundo).
CD CORAÇÃO DA MINHA GENTE
- Diego Müller e Érlon
Péricles -
(gravações originais)
01- Namoro
de gato
(L: Diego Müller/João
Sampaio/M: Érlon Péricles)
Vaneira – Érlon
Péricles
02-
Desnucando a oito-soco
(L: Diego Müller/Binho
Pires/M: Érlon Péricles)
Vaneira – Érlon
Péricles
03- Entre
el río y el arenal
(L: Diego Müller/João
Sampaio/M: Érlon Péricles)
Chamamé – Shana
Muller
04-
Ranchito
(L: Diego
Müller/João Sampaio/ M: Érlon Péricles)
Valseado – Ângelo Franco
Angelo Franco
05- Na moda
do Reduzino
(L: Diego
Müller/João Sampaio/M: Elton Saldanha/Érlon Péricles)
Chamarra – Érlon
Péricles
06-
Cajoneando
(L: Diego
Müller/João Sampaio/M: Érlon Péricles)
Candombe – Érlon
Péricles e Pirisca Grecco
07- Do
Passo ao Rincão da Raia
(L: Diego Müller/M: Érlon Péricles)
Queromana tropeira
– Érlon Péricles
08- Do cimo
da serra
(L: Diego
Müller/João Sampaio/M: Érlon Péricles)
Chamarra – Érlon
Péricles
09- Com a
cordeona nas mãos
(L: Diego
Müller/João Sampaio/M: Érlon Péricles)
Chamamé – Érlon
Péricles
10- Loco
véio
(L: Diego
Müller/Binho Pires/M: Érlon Péricles)
Chote – Ita Cunha
11- De la
raza chamamecera
(L: Diego
Müller/João Sampaio/M: Elton Saldanha/Érlon Péricles)
Chamamé – Daniel
Torres
12- Olarai
do litoral
(L: Diego
Müller/João Sampaio/M: Caio Martinez/Érlon Péricles)
Olarai – Caio
Martinez
13-
Sentinela do rincão
(L: Diego
Müller/Binho Pires/M: Érlon Péricles)
Milonga – Érlon
Péricles
14- Coração
da minha gente
(L: Diego Müller/João
Sampaio/M: Érlon Péricles)
Chamarra – Ângelo
Franco
sábado, 20 de abril de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
SINUELOS DA QUERÊNCIA - DIEGO MULLER
DIEGO MULLER
Um pouco de infancia...
...e de dança!
Passei uma das semanas passadas toda
(principio de semana) escutando vinis antigos dos quais me trouxeram vários
sentimentos, porquês e lembranças. Isso associado e minha ida ao rodeio de Caxias
de 2013 (cidade que fazia um ano do qual não conseguia subir para rever meus
amigos - e estava com saudade de todos), onde na volta conversei muito com meu
colega de viagem, Arévalo Almeida (originário de um meio dito de enart), com o
tema totalmente em cima das danças gaúchas e do nosso meio dito tradicionalista,
onde esses fatos me inspiraram a estas palavras...
...Me
recordo, em minha infância, da qual em vez de brincar de carrinhos, De skate,
de futebol e tantas coisas comuns a uma pessoa comum (hehe), todas minhas
diversões principais eram baseadas em coisas rurais e do meio da dança e do
espetáculo gaúcho. Imitações de ensaios, de shows, construção de parque de
rodeios, apresentações, gauchadas, tiros de laço, gineteadas e tudo mais...
Chegando até a organizar regulamento de rodeios com minhas próprias normas e
idéias. Coisa de criança viciada da qual viu isso a vida toda. E vez de escutar
rock nacional e gaúcho, minha audição se resumia a passar os vinis de Noel
Guarany, Paixão cortes e de Inézita Barroso para cassete onde eu podia os
escutar em meu quarto, enquanto desquilava um tento para fazer crus barbicachos
para meus chapéus, coldres para algum futuro revolver, bombas de taquapis,
isqueiros de fuzil, passadores de chifres e bainhas para facas e facões. Nessa
mesma época que levei os primeiros trabalhos de Luiz Marenco, de Jorge Guedes e
Joca |Martins, além dos já clássicos temas de Noel Guarany, aos meus colegas de
mirim, de juvenil e, a posterior, de um grupo adulto. Nem todos aceitavam esses
fonógrafos, mas hoje certamente inserido em suas culturas musicais!
Não aprendi a usar bombacha, não
nasci usando bombacha... Aprendi a saber de onde vem a bombacha e ainda mais
quis vesti-lá depois de saber a historia que existe por traz dela. É um
orgulho! Não uma fantasia e uma norma! É um relato de nações e povos! Isso em
tudo!
Bom...
Essa foi minha infância, essas eram
minhas brincadeiras. Hoje reestudei uns vinis do Paixão, e para surpresa sabia
de cor todas as letras e musicas, clássicos que muitos contestam, mas deu ao
Paixão o prêmio de melhor interprete de folclore do nosso país. Como seria
diferente?... eu gostar de outra coisa, eu seguir outros rumos, defender outras
bandeiras, militar por outras culturas e outros modos sociais de ver o povo?
Como
conseguir não estar a frente de grupos de danças, mostrando minha visão e
aprendizado, e não estar defendendo os meus?
Como conseguir estar apartado do
folk, não gostar do terrunho, do simples? Como não se arrepiar com o folclore?
Esse era
meu destino e é... Na infância ele já se moldou assim, e não foi por acaso.
Em vez de
ver livros de pintar e de colar, minhas leituras (leigas pra época) eram
Fernando Assunção, Paixão Côrtes, Carlos Vega, Barbosa Lessa, Jayme Caetano
Braún, Rillo, Aureliano, Zeca Blau, etc e etc. obvio, Paixão cortes sempre como
leitura predileta. Como não aprender?
Em vez de fazer temas de casa eu
colecionava quadrinhas folclóricas antigas (desde livros e danças açorianas,
argentinas, vindo até Simões Lopes Neto e Augusto Meyer).
Não é por
acaso que o próprio Paixão tem um respeito enorme por minha família e meu CTG
de origem, tanto que em muitas oportunidades pude estar com ele, aprendendo,
ensinando, jogando conversa fora e conhecendo as pessoas com que ele aprendeu
tudo.
Hoje ainda tenho a dança como meu
talento principal, porém divido meu gosto maior entre ela e a Musica, vindo
também dessa mesma época... onde estar entre, ser amigo e ser parceiro de
pessoa que jamais imaginei estar perto, é um motivo de estremo agradecimento e
de aprendizado (principalmente aprendizado)! Meus temas falam de mim e de tudo
que aprendi e vi (independente se vi ou aprendi pouco), junto a meus amigos
rurais e os livros e culturas das quais absorvi. Tudo dos livros e vinis
citados acima tentei ver "In loco", aprender e reescrever, devolvendo
a um povo do qual não conhece e nem sabe de onde apareceu. As vezes me
contestando e contestando as obras... Mas, paciência: a militância não é apenas
de um dia e de uma obra... É de tempos até se chegar ao povo! Quase uma
guerra!!!
Não me
arrependo...
Porém quando perguntam, quem é o
Diego, quem é esse tal de Diego, tenho orgulho de dizer que tenho amigos que me
defendem e dizem realmente o que eu fiz na minha infância (que era sim, uma
brincadeira para mim, que hoje virou coisa seria e responsável), quem eu sou e
de onde venho... Principalmente de onde eu venho!!! Sou isso, uma pessoa
inserida no que defendo. Não sou ninguém... Porem, Sou o que aprendi apenas,
nunca mais que ninguém, e nem menos!!! Sou um gaúcho, não um dançarino ou
alguém de Ctg, para se contestar estilo, modelo de bombacha que uso, tamanho de
lenço, solado de bota, etc! Não sou fantasia: sou o meio!
Não tenho
ganas de sucesso ou de fama... Muito menos de grandes fortunas... Mas sempre
levarei o que penso adiante, pondo o nome dos meus em primeiro plano!
Levantarei essa bandeira sempre, sem
me importar com imagens (mentirosas) ou simbologias criadas para maquiar o que
foi! Levarei o verdadeiro e cru!
Esse é meu
destino: como cerne, sem atenção exagerada a casca!!!
Bom dia a todos!!!...
...E deem cultura a seus filhos!!!
Diego Müller - Canoas, Chácara
Barreto - Janeiro de 2013
sábado, 13 de abril de 2013
sexta-feira, 12 de abril de 2013
sábado, 6 de abril de 2013
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